terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pais Presentes...Pais ausentes!

A família é a principal responsável pela educação, quando ela não exerce essa função a mídia exerce por ela.

Antigamente a forma de educar era com castigos e punições físicas e agressivas, hoje tudo se resume á uma conversa, sem regras, sem limites, tornando-se cada vez mais vulneráveis á grupos desviantes. Os pais estão esquecendo-se de estabelecer regras, servir como modelos para os filhos. O dialogo passou a ser uma punição (broncas) e não uma reflexão.

As regras devem existir para criar um relacionamento adequado entre os membros, estabelecendo noções de respeito para ambos.

As regras devem ser poucas, flexíveis, para que sejam cumpridas com êxito.

Se um castigo é imposto, ele deve ser controlado, não adianta da um castigo que você saiba que não vai ser cumprido. A punição tem que ser dada pouco tempo depois do comportamento indesejável, para que a criança saiba que a punição ocorreu devido ao mau comportamento e não pelo ser que é ela.

A ameaça não controla o cumprimento das regras. Quando as regras não são cumpridas, isso estabelece para criança que as regras não devem ser cumpridas, que se pode burlar emocionalmente e que as autoridades podem ser desrespeitadas. Pais que não levam as regras ate o final, tornam a criança insegura, sobre o que é certo ou errado.

O castigo não deve privar a criança das necessidades básicas, nem provocar dor. O comportamento deve ser punido e não a criança. Criar um ambiente favorável para que todos da família façam suas tarefas é uma excelente alternativa.

Diante de comportamentos agressivos deve-se evitar mostrar medo ou insegurança na frente da criança. As crianças não devem ser rotuladas como delinqüentes ou violentas, pois isso faz com que os membros a sua volta criem uma imagem negativa de si e ela pode introduzir isso e ir atrás de pessoas que reforcem os maus comportamentos, gangues, etc.

Deve-se reconhecer que o humor altera nossa disposição para agir. A criança deve aprender a discriminar o comportamento desejado do não desejado, e não o humor de seus pais. Durante o processo educativo é fundamental que a criança saiba exatamente o que queremos dela. Os pais não devem mudar de idéia sobre o que é certo ou errado durante o processo educativo, pois isso confunde a criança.

As crianças aprendem por imitação se o pai reage as situações de forma violenta, certamente irão fazer o mesmo, se por outro lado eles dialogam a sua imitação será o dialogo.

Quando se bate em um momento de raiva, o que menos se pensa é na educação, nesse caso o ser atingido é a criança e não o comportamento. Frase como: “você é burra, é uma peste” diminuem a auto-estima da criança sendo propícios a se tornarem delinqüentes. A agressão ou humilhação diminui a auto-estima.

A punição só controla o comportamento diante do agente punitivo, por trás a criança continua descumprindo as regras. A criança não aprende que não é para fazer, aprende que não é para fazer diante do agente punitivo. Crianças que apanham com freqüência tornam-se desinteressadas, apáticas e medrosas. A surra atinge o ser e não o comportamento.

Uma palmada no bumbum ou na mão não gera conseqüência, desde que esta não seja dada com raiva e nem com palavrões; Deve ser acompanhada da palavra NÃO e da informação clara do que esta sendo proibido. Os pais que falam muito e agem pouco, não possuem o controle de birras e desobediência com êxito, atitudes como: dizer sim para um comportamento em um dia e dizer não para o mesmo comportamento no outro dia, causam desobediência. Jamais se bate no rosto de um filho, bater é humilhante.

O grande segredo da educação pode estar no equilíbrio da aplicação de regras e manter-se afetivo. Mostrar ao filho que sempre esta disponível para o afeto.

A supervisão estressante é o exagero na vigilância ou fiscalização de pais em relação aos filhos e pela freqüência de instruções repetitivas. Com essas atitudes, geralmente os filhos pensam que os pais não confiam neles, pois deixam isso claro a todo o momento. Os filhos percebem a desconfiança dos pais e passam a burlar a fiscalização: mentem, desligam o celular. Esses pais acreditam estar cuidando e fazendo o melhor para seus filhos, e que isso não é reconhecido por eles.

A desconfiança é um péssimo mediador para a educação. Já o afeto é um excelente mediador para aprendizagem. O ambiente familiar é muito hostil, quando acompanhado dessas supervisões estressantes. O tom na comunicação é sempre agressivo e os filhos acham que seus pais Jamais o compreenderam. Os pais precisam confiar e abandonar as ameaças.

A negligencia é caracterizado pela desatenção, pela ausência, pelo descaso, pela omissão ou simplesmente pela falta de amor. É um dos grandes fatores responsáveis por desencadear comportamentos anti-sociais nas crianças. Muito freqüente em famílias, onde os pais ficam muito longe de casa, deixando seus filhos submissos a baba, aos avos e a mídia, onde estes passam a desenvolver o papel de pai e de mãe da criança.

Os filhos crescem sem que os pais saibam o que eles pensam, sentem ou gostam. A falta de interação, de vinculo afetivo positivo, de demonstração de interesse gera situação de negligencia. Todos os cuidados sem atenção, afeto, o olhar carinhoso, o abraço o real interesse tornam esses pais negligentes. A negligencia impede o desenvolvimento da auto-estima, deixando a pessoa insegura e frágil.

Os erros ensinam, percebê-los é fundamental na aprendizagem. A autocrítica é essencial para mudança de comportamento. As crianças precisam experimentar situações em que os atos inadequados são apontados e suas conseqüências. Os pais precisam conversar francamente sobre os comportamentos de riscos.

Os filhos copiam o modelo dos pais, pois os admiram e gostam deles. É preciso mostrar aos filhos que eles devem se colocar no lugar dos outros, assim poderão respeitar o outro, entendendo seus sentimentos e razões. A apreciação do trabalho é um valor moral que cabe a família desenvolver. Os filhos aprendem a valorizar as atividades profissionais, a partir da relação que seus pais tem com o trabalho.

Todos os valores que formam um cidadão devem ser foco da educação. As conseqüências de se estar atento ao desenvolvimento de valores morais são que se observa claramente um aumento da autoestima, dos comportamentos pró-sociais.

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