O LUTO
O luto é um assunto de interesse não apenas de psicólogos, de médicos ou de enfermeiros, o luto é uma questão do cotidiano o qual poucas vezes estamos preparados para nos confrontar, e é uma questão da qual nenhum ser humano estará livre de passar. A vida é feita de constantes ganhos e perdas, vivenciamos o luto de várias formas, á 1º delas é o nascimento, ao nascer o bebê se separa da mãe e aos poucos toma consciência de que não é um prolongamento da mãe e sim um ser único, após esse período a criança sofre com a perda do seio materno, que lhes proporcionava prazer, depois disso acontece o luto do corpo, quando a crianças vai perdendo as características infantis e passa pela puberdade, começando a desenvolver características de adulto. Como se percebe as perdas que precedem o luto estão constantemente nas nossas vidas, e é preciso aceita-las e amadurecer com elas.
Luto e pesar são a mesma experiência?
Pesar : é um complexo de pensamentos e sentimentos sobre a perda, que são vivenciados internamente. Em outras palavras, é o significado interno dado à experiência do luto.
Luto: é o pesar tornado público, quando você se apodera desses sentimentos e pensamentos e os expressa e compartilha com os que o cercam. Chorar, falar sobre a pessoa que morreu ou celebrar datas especiais são apenas alguns exemplos. Mesmo que esta expressão se dê sem a presença de outras pessoas, também pode ser entendida como uma forma saudável de luto.
Luto: é o pesar tornado público, quando você se apodera desses sentimentos e pensamentos e os expressa e compartilha com os que o cercam. Chorar, falar sobre a pessoa que morreu ou celebrar datas especiais são apenas alguns exemplos. Mesmo que esta expressão se dê sem a presença de outras pessoas, também pode ser entendida como uma forma saudável de luto.
Para Freud (1916), "O luto, de modo geral, é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um ente querido, como o país, a liberdade ou o ideal de alguém, e assim por diante”.
Cada individuo tem seu tempo único e particular de luto, mascarar ou fugir do luto causa ansiedade, confusão e depressão. O mais adequado é o enlutado viver o luto completamente, para que ele possa ser superado com êxito. As lágrimas assustam os parentes que ficam aflitos, mas é importante para o enlutado chorar, pois é uma maneira natural de aliviar a tensão interna e permite que seja comunicada a necessidade de ser confortado.
Quando os filhos perdem seus pais eles ficam incrédulos, é muito duro saber que alguém tão próximo tenha morrido muito desses filhos, tornam-se inseguros, com sentimento de impotência. Com os pais também isso não é muito diferente, eles caem em um sistema tão grande de melancolia, que geralmente afeta todo o sistema familiar, os irmãos que ainda vivem, também vivenciam o luto com tristeza, só que estes vivem o luto sozinhos, pois os pais estão tão preocupados com o individuo que morreu, que terminam sem dar atenção aos demais filhos.
Faz bem ao enlutado:
*Experimentar em si os sentimentos de dor, de medo, de raiva, de ira, de desamparo e saudade.
*Conversar sobre os seus sentimentos.
*Conseguir chorar.
O Luto Infantil
O luto das crianças é semelhante ao dos adultos, em geral elas podem sair do processo de luto repetidamente. Os sentimentos da criança a respeito do luto, não surgem seqüencialmente. É importante que a informação do falecimento do ente querido, venha de forma clara para criança. Algumas crianças não apresentam reação diante da morte, mas é preciso ficar atento, pois a dor da perda pode vim mais tarde, por meio da quebra de um brinquedo estimado ou bichinho de estimação. Algumas crianças externam a sua saudade. “EX: “O vovô morreu”; “E se nossa mãe voltasse”; Outras crianças podem viver a saudade de forma oculta, por meio de: sonhos, terem visões, delírios e etc. A criança que exprime sua saudade alivia o processo de superação do luto
Segundo Kübler-Ross (1997), deve-se permitir que as crianças continuem em casa, onde ocorreu uma desgraça, e participem da conversa, das discussões e dos temores, faz com que não se sintam sozinhas na dor, dando-lhes conforto de uma responsabilidade e luto compartilhado. A autora segue ainda nos relatando que com isso a um incentivo para que encarem a morte como parte da vida, uma experiência que pode ajudá-las a crescer e amadurecer.
E para criança diga-se segundo Melanie Klein (1981), ela deve ter absoluto acesso as experiências do luto desde o peito materno, é como ela tem esse acesso que ajudara num desenvolvimento normal do luto.E não é por outro motivo que Kluber-Ross (1997), afirma que o luto não deve ser escondido da criança, assim ela vai perceber que a morte faz parte da vida. A criança aprende que se podem ultrapassar tristezas, apoiando-se nos outros. É como se aprende a lidar com este luto ainda criança que vai nos dar condições de elaborar novos lutos na vida adulta, que seria a prova da realidade descrita por Freud (1916), Melanie Klein (1981).
O luto não tem um tempo delimitado varia de pessoa para pessoa, pois cada um é único. Quando a criança acha que já ficou de luto o suficiente e que já não sentem tanta saudade, esta livre para coisas novas.
“A dor é suportável quando Conse-
guimos acreditar que ela terá um fim e
Não quando fingimos que ela não exis-

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