quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Depressão na Infância

Segundo M. Klein, a posição depressiva só ocorre a partir do 2º semestre e do 2º ano, antes disso o bebe fica protegido do sofrimento por mecanismos de clivagem, projeção e introjeção. Aos poucos esse individuo amadurece e se defronta com o sofrimento tomando consciência de que não existe seio bom ou seio mal, não existe mãe boa ou mãe má, o que existe é um objeto que integra tudo isso. A criança toma consciência da totalidade do objeto, esse descobrimento gera sofrimento e desencadeia um sentimento de ambivalência, a fim de se proteger a criança desencadeia uma clivagem patológica, negando a necessidade e o temor do objeto mal. Muitos autores concordam com a idéia de M.Klein, porém winnicott dá a esta posição depressiva á nomenclatura de inquietação ou compaixão.

Sofrimento e depressão

A resposta depressiativa é uma reação afetiva de base,  isso ocorre quando o sujeito se encontra em estado de sofrimento.

Sofrimento( evitação, rejeição, retraimento, cólera e raiva)

A depressão é o ultimo processo para evitar a impotência diante do sofrimento físico e psíquico. A depressão traduz a perda de um objeto que proporcionava um bem-estar, esta perda desenvolve um sofrimento, que desencadeia uma cólera, essa cólera não é descarregada, aumentando ainda mais o sentimento de impotência gerando uma resposta depressiva.

EPISODIO DEPRESSIVO DE BASE

Surge após vários acontecimentos de perda ou luto da criança (morte de parentes, animais, mudança de residência, perda de colegas e amigos). Essas crianças são tidas como muito comportadas, fazem tudo que os adultos pedem sem reclamar, apresentam momentos de agitação e inércia.

Sintomas: * abrandamento psicomotor e inibição motora; agitação e inércia;  baixa auto-estima; se sente incapaz de realizar tarefas com êxito, que lhe são propostas; sentimentos de culpabilidade de desvalorização, pouco sorriso, distúrbio do apetite e do sono.

Os seus sintomas são pobres, porém são duradouros e não são reconhecido pelos pais. Os maiores reflexos são na escola, existe o fracasso escola, o desleixo e condutas auto- agressivas.

Diagnostico: a depressão é muito mais subavaliada do que diagnosticada.

 Contexto Etiopatológico

Familias que cobram muito da educação dos filhos; familas que tem caso de depressão, carência pariental, e criança que sofre maus tratos.

TRATAMENTO: preventivo, objetivo de reconhecer a depressão e identificar com o sofrimento da criança.

PSICOSE INFANTIL!

1º ANO: * Crianças calmas e quietas.
               * Ausência de sorriso.
               * Ausência de diálogo tônico.

2º e 3º ANO (MAIS EVIDENTE)

*Não reage á estranhos, nem á ausência dos pais no ambiente.
*Olhar vazio e ausente, difícil de fixar.
*Usa os adultos como instrumento.
* Não tem relação com outras crianças.
* Preferência por uma parte do corpo do adulto.
* Indiferente á jogos.
* Ausência de linguagem.
*Agressividade e cólera a contato.

PSICOSE PRECOCE!


AUTISMO DE KANNER ( esta dentro do quadro de psicose precoce)

-`Prevalência em meninos.
-Início no 2º e 3º semestre.
-Isolamento.
-Imutabilidade.
-Ausência de linguagem.
-Patamar alto a estimulos nocivos e dolorosos.
-QI de 50.

EVOLUÇÃO: *Ausência de linguagem além dos 5 anos, aumentando o isolamento, a maioria deles não evoluem, por não obter linguagem, não estimulam o cognitivo, podendo chegar a um retardamento severo.

PSICOSE PRECOCE (Psicose apropriamente dita)
-Surge após um periodo normal de desenvolvimento.
- Mais frequente que o autismo de Kanner.
-Retraimento social.
-Rituais de defesa.
-Crise de Angústia.
-Cólera á tolerância á frustração.
-Funcionamento deficiente do cognitivo.


PSICOSE DA SEGUNDA INFÂNCIA!

5/6 anos - 12/13 anos

Essa psicose afeta o sujeito após o adquirimento normal da fala, onde o seu cognitivo ja foi inicialmente estimulado.

* Ocorre uma conduta regressiva do comportamento.
*Autismo secundário.
*Rompimento com o modo de vida anterior.
*Isolamento afetivo e frieza.
*Passagem ao ato, conduta impulsiva, desorganização do comportamento.
*Retraimento e inibição motora.
*Regressão da linguagem.
*Possível Mutismo.
*Regressão do intelecto.
*Fóbias e obsessões.
*Ruptura com a realidade.

TRATAMENTO

*Terapia plurifopcal
*Tratamento reeducacional e educacional ( para que o individuo adquira condutas sociais)
*Contribuições da pedagogia
*Terapia Comportamental
*Instituição do Capsi
*Não tem remédio específico.



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PSICOLOGIA DA DANÇA

A Psicologia da Dança


A dança permite restabelecer o elo com o nosso passado primitivo e distante, com a memória corporal que cada um trás dentro de nós e que pode ser atualizado através da música". (Coda Magazine, Maio de 2001).

A função terapêutica está neste movimento de descontrução-reconstrução do primitivismo e encontrasse ligada ao processo poético ou aos processos primários descritos por Freud. No entanto, em contraste com psicanálise, "dança é uma terapia sem divã, que se faz entre outras espécies, mais democrática e mais acessível! Todo o mundo pode beneficiar e rapidamente…Traz prazer sem perigo, solta sem a auto-destruição, ao contrário da droga e o uso do álcool," (France Schott Billmann, Paris Match nº 2892, 27 de Outubro de 2004)

"A Dança tem as suas virtudes — liberta, unifica, põe em contato, reune-se e junta o que está desfeito. Indo um pouco mais além, podemos dizer que ela cura. Essa é a razão pela qual a terapia da dança está em voga nos hospitais. Praticado desde de 1950, o movimento é usado para libertar tensões, canaliza e reorienta os ímpetos. Acalma e elimina os comportamentos agressivos e tranqüiliza as personalidades psicóticas e fóbicas," (France-Soir, 28 de Novembro de 2001).
 
Em conclusão, podemos dizer que a dança, por transmitir ao mesmo tempo prazer e regras, é de fato uma arte estruturante que reforça a construção de uma identidade e que constitui uma terapia particularmente eficiente.





DISGRAFIA

                                                 Disgrafia

   É popularmente conhecida de letra feia, é uma alteração ligada freqüentemente a  problemas perceptivos motores, que afetam na escrita de letras e números. Esse problema pode ter as seguintes  manifestações: Traços pouco precisos e incontroláveis, traços muito forte, escrita desorganizada, lentidão na escrita, letra ilegível, desorganização das formas, e ligações de letras de forma incoerente.
   As causas da disgrafia podem ser várias, como: neurológicas, psicológicas, oftalmológicas/ audiológica, esse problema na escrita esta muito ligado ao entendimento e a leitura, logo será diagnosticado com exames semelhantes ao da dislexia. Existem dois tipos de disgrafia:

 1º) Disgrafia motora: o indivíduo consegue ler e falar mas tem dificuldade na coordenação motora fina, a criança obtém a imagem no cérebro mas não consegue escrevê-la.

 2º)Disgrafia Perceptiva: Não faz relação do sistema símbolico e as grafias que representam os sons, as palavras e as frases.




O LUTO


O LUTO

O luto é um assunto de interesse não apenas de psicólogos, de médicos ou de enfermeiros, o luto é uma questão do cotidiano o qual poucas vezes estamos preparados para nos confrontar, e é uma questão da qual nenhum ser humano estará livre de passar. A vida é feita de constantes ganhos e perdas, vivenciamos o luto de várias formas, á 1º delas é o nascimento, ao nascer o bebê se separa da mãe e aos poucos toma consciência de que não é um prolongamento da mãe e sim um ser único, após esse período a criança sofre com a perda do seio materno, que lhes proporcionava prazer, depois disso acontece o luto do corpo, quando a crianças vai perdendo as características infantis e passa pela puberdade, começando a desenvolver características de adulto. Como se percebe as perdas que precedem o luto estão constantemente nas nossas vidas, e é preciso aceita-las e amadurecer com elas.

Luto e pesar são a mesma experiência?

Pesar : é um complexo de pensamentos e sentimentos sobre a perda, que são vivenciados internamente. Em outras palavras, é o significado interno dado à experiência do luto.

Luto: é o pesar tornado público, quando você se apodera desses sentimentos e pensamentos e os expressa e compartilha com os que o cercam. Chorar, falar sobre a pessoa que morreu ou celebrar datas especiais são apenas alguns exemplos. Mesmo que esta expressão se dê sem a presença de outras pessoas, também pode ser entendida como uma forma saudável de luto.


Para Freud (1916), "O luto, de modo geral, é a reação à perda de um ente querido, à perda de alguma abstração que ocupou o lugar de um ente querido, como o país, a liberdade ou o ideal de alguém, e assim por diante”.

Cada individuo tem seu tempo único e particular de luto, mascarar ou fugir do luto causa ansiedade, confusão e depressão. O mais adequado é o enlutado viver o luto completamente, para que ele possa ser superado com êxito. As lágrimas assustam os parentes que ficam aflitos, mas é importante para o enlutado chorar, pois é uma maneira natural de aliviar a tensão interna e permite que seja comunicada a necessidade de ser confortado.

Quando os filhos perdem seus pais eles ficam incrédulos, é muito duro saber que alguém tão próximo tenha morrido muito desses filhos, tornam-se inseguros, com sentimento de impotência. Com os pais também isso não é muito diferente, eles caem em um sistema tão grande de melancolia, que geralmente afeta todo o sistema familiar, os irmãos que ainda vivem, também vivenciam o luto com tristeza, só que estes vivem o luto sozinhos, pois os pais estão tão preocupados com o individuo que morreu, que terminam sem dar atenção aos demais filhos.

Faz bem ao enlutado:

*Experimentar em si os sentimentos de dor, de medo, de raiva, de ira, de desamparo e saudade.

*Conversar sobre os seus sentimentos.

*Conseguir chorar.

O Luto Infantil

O luto das crianças é semelhante ao dos adultos, em geral elas podem sair do processo de luto repetidamente. Os sentimentos da criança a respeito do luto, não surgem seqüencialmente. É importante que a informação do falecimento do ente querido, venha de forma clara para criança. Algumas crianças não apresentam reação diante da morte, mas é preciso ficar atento, pois a dor da perda pode vim mais tarde, por meio da quebra de um brinquedo estimado ou bichinho de estimação. Algumas crianças externam a sua saudade. “EX: “O vovô morreu”; “E se nossa mãe voltasse”; Outras crianças podem viver a saudade de forma oculta, por meio de: sonhos, terem visões, delírios e etc. A criança que exprime sua saudade alivia o processo de superação do luto

Segundo Kübler-Ross (1997), deve-se permitir que as crianças continuem em casa, onde ocorreu uma desgraça, e participem da conversa, das discussões e dos temores, faz com que não se sintam sozinhas na dor, dando-lhes conforto de uma responsabilidade e luto compartilhado. A autora segue ainda nos relatando que com isso a um incentivo para que encarem a morte como parte da vida, uma experiência que pode ajudá-las a crescer e amadurecer.

E para criança diga-se segundo Melanie Klein (1981), ela deve ter absoluto acesso as experiências do luto desde o peito materno, é como ela tem esse acesso  que ajudara num desenvolvimento normal do luto.E não é por outro motivo que Kluber-Ross (1997), afirma que o luto não deve ser escondido da criança, assim ela vai perceber que a morte faz parte da vida. A criança aprende que se podem ultrapassar tristezas, apoiando-se nos outros. É como se aprende a lidar com este luto ainda criança que vai nos dar condições de elaborar novos lutos na vida adulta, que seria a prova da realidade descrita por Freud (1916), Melanie Klein (1981).

O luto não tem um tempo delimitado varia de pessoa para pessoa, pois cada um é único. Quando a criança acha que já ficou de luto o suficiente e que já não sentem tanta saudade, esta livre para coisas novas.                          

“A dor é suportável quando Conse-

guimos acreditar que ela terá um fim e

Não quando fingimos que ela não exis-

Resenha Crítica...TDAH



Resenha Crítica: Educação Escolar como Processo de Desenvolvimento da Criança com TDAH



BATISTA, Nathalia, ROSA, Paulo. Educação Escolar como Processo de Desenvolvimento da Criança com TDAH. Itabuna, 2011.







Nathalia Batista é graduanda em Psicologia, pela Faculdade de Tecnologia e Ciências em Itabuna, desde 2010. Paulo Rosa é Professor Mestre da Faculdade de Tecnologia e Ciências em Itabuna e leciona a disciplina Trabalho Interdisciplinar Dirigido II (TID II).

Os autores, utilizando-se da técnica de revisão bibliográfica, abordam a Educação Escolar como Processo de Desenvolvimento da Criança com TDAH.



O artigo é constituído em três partes: introdução, desenvolvimento e considerações finais. Na introdução os autores justificam a elaboração do artigo por entender que a escola é a primeira instância onde se identifica a presença dos primeiros sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade - TDAH. Destaca, também, as dificuldades de ajustamento dessas crianças ao processo de aprendizagem, bem como a importância do professor na detecção precoce do transtorno e intervenção na busca do desenvolvimento saudável da criança acometida.



Na parte do desenvolvimento, Batista e Rosa, fundamentados em Barkley e Coutinho, conceituam o  TDAH  (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) como um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida que afeta de 3% a 5% de todas as crianças em idade escolar. Classificam em 4 sub-tipos: Tipo desatento, Tipo hiperativo, Tipo combinado e Tipo não-específico.



Esclarece que no Tipo desatento, a criança apresenta características como: distrai-se com facilidade, parece não ouvir, esquece atividades diárias, faz erros por descuido e não prestar atenção nos detalhes, desorganizado. No Tipo hiperativo, a criança passa a apresentar as seguintes características: Inquieta, não consegue parar sentado, sobe sempre nas coisas, fala sem parar, intromete-se e interrompe atividades alheias, não consegue esperar sua vez. No Tipo combinado, por sua vez, a criança apresenta um conjunto dos dois subtipos: desatenção e hiperatividade. E no Tipo não- específico, apresenta algumas características de ambos, mas não o suficiente para chegar-se num diagnóstico preciso, mas o suficiente para desequilibrar sua vida diária.



Batista e Rosa apresentam estudos científicos que mostram como os portadores de TDAH têm alterações na região frontal que é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).



Apoiados em Silva e Souza, Batista e Rosa defendem o importante papel da escola como muito importante para o desenvolvimento global do aluno com TDAH. Pensando- se ainda na escolaridade, os autores ressaltam a importância da escola especial para crianças com TDAH, vez que o TDAH é com freqüência apresentado, erroneamente, como um tipo específico de problema de aprendizagem. Porém crianças com TDAH não são incapazes de aprender, mas têm dificuldade na escola por causa da falta de organização, de atenção e da impulsividade. Estas crianças, que possuem TDAH, por não terem limite e noção do momento certo para parar, muitas vezes sofrem por perceber esta discriminação e na ânsia de tentar remediar seus atos e conquistar a todos, acabam fazendo palhaçadas, falando impulsivamente, passando- se  novamente por incômodas e inconvenientes. Portanto, para que estas crianças possam “se encontrar” e, por conseguinte buscar uma correta solução deste transtorno deve-se buscar um diagnóstico preciso.

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 Os autores insistem na necessidade do diagnóstico preciso que deve ser feito de forma criteriosa e cuidadosa por profissional especializado, com informações colhidas junto aos pais e professores e também através da observação clínica da criança. A avaliação eficaz para o diagnóstico TDAH deve passar obrigatoriamente por uma Equipe Interdisciplinar abrangendo as seguintes áreas Psicopedagogia (Pedagogia), Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, embasadas em avaliações neurológicas / psiquiátricas. Uma abordagem que envolva todas as áreas inclui: Treinamento dos pais em controle do comportamento, um programa pedagógico adequado, aconselhamento individual e para a família, quando necessário, medicamento, quando necessário. Os medicamentos mais utilizados no controle dos sintomas relacionados com o TDAH são os psicoestimulantes como a Ritalina. Esses medicamentos ajudam a diminuir a impulsividade e a hiperatividade, a aumentar a atenção e em algumas crianças reduzir agressividade.

Batista e Rosa destacam a árdua função dos pais de preparar seus filhos para a vida, sejam eles portadores de distúrbios ou não. Em sua maioria, os pais vêem seus filhos, como grandes figuras, dotadas de ótimos comportamentos, que, por conseguinte, farão com que eles integrem-se de forma agradável e espontânea seja na sociedade, no ambiente escolar, nos cursos em horário oposto, nos aniversários etc. Alertam os autores que quando isso não acontece, sensações tristes e confusas surgem na cabeça dos pais. Para eles o simples fato de ter de aceitar que seus filhos possam a vir a ter algum distúrbio de comportamento, já se torna doloroso. Muitos acabam negando os fatos que lhe são apresentados, dando as costas e tentando não enxergar que algo não está certo! Tentam apresentar justificativas para tais comportamentos buscando sempre encontrar um motivo para o fato de seu filho ter tido tal reação como sendo um fato normal e que todas as crianças sempre agem dessa maneira.

Batista e Rosa, fundamentados em Piaget asseguram que pais e filhos caminhando juntos na busca segura de uma solução, as chances de sucesso serão muito maiores. Em casa, caberá aos pais disciplina e muito amor. Sempre cuidando para não criar diferença entre os filhos portadores de TDAH e os não portadores. Seguidamente deverá haver o acompanhamento psicológico para que este aprenda a controlar seus déficits canalizando suas energias de forma positiva sempre objetivando superar suas dificuldades e anseios.

Segundo os autores ao professor cabe lidar com crianças desatentas ou hiperativas, o que implica grande desafio. Primeiramente o professor deve buscar conhecer e entender o TDAH, depois procurar descobrir como a criança aprende melhor. Utilizar-se do lúdico, demonstrar limites, repetição e estrutura adequada para  o potencial de sua aprendizagem. Procurar sempre manter a criança o mais  próximo, fazer contato visual, podendo assim evitar o sono ou tranqüilizar a criança. Permitir que a criança tenha válvulas de escape, ensinar técnicas que ajudem a melhorar a memória, usar rimas, jogos de palavras, siglas etc. O professor, num olhar mais atento conseguira perceber a defasagem e poderá, então, intervir para que o encaminhamento necessário seja feito e o problema seja solucionado. Portanto, se houver problemas nesse organismo, o processo de construção do conhecimento sofrerá alterações, normalmente refletidas no processo de ensino-aprendizagem.

Batista e Rosa nas considerações finais, terceira e última parte do trabalho, destacam três aspectos resultantes de suas pesquisas: a gravidade do transtorno no processo de aprendizagem das crianças, a importância dos professores no diagnóstico e terapêutica do transtorno, bem como a necessária participação dos pais e profissionais de saúde (psicólogo, neurologista e psiquiatra) na equalização do problema. Advertem o despreparo para a inclusão dos alunos portadores de TDAH, na escola de ensino normal, sugerindo a sua preparação.

A partir dos conceitos e fundamentação de Benczik e Rohde, pôde-se verificar que Batista e Rosa, de forma simples e objetiva, apresentaram as principais definições do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH e suas repercussões na vida escolar da criança acometida. Evidenciaram a importância do professor e da escola no seu acolhimento e encaminhamento para terapêutica que é reconhecida como eficaz no normal desenvolvimento da criança portadora do transtorno em questão.



Jéssica Alves Bispo, Manoel Esmeraldo Brito e Nathalia Silva Batista

Acadêmicos do Curso de Psicologia. FTC- Itabuna


terça-feira, 25 de outubro de 2011

TDAH...

TDAH

(TRANSTONO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE)

    Tem três características básicas: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Pode trazer dificuldades emocionais, em relacionamento familiar ou social e ainda na escola.

O TDAH é dividido em 2 grandes grupos: 1º Desatenção e 2º Hiperatividade e impulsividade.

Os participantes do 1º grupo, não presta atenção em detalhes; não consegue concluir uma tarefa; quando é chamado não escuta; tem dificuldade de seguir regras e cumprir instruções; é desorganizado; evita atividades que exijam esforço mental; esquece compromissos e tarefas; é distraído. O 2º grupo,  os indivíduos não conseguem ficar sentados por muito tempo, balançam com freqüência pés e mãos, emitem ruídos; não conseguem esperar a sua vez; respondem perguntas antes que estas sejam concluídas; tem dificuldades de se manter calado, falando demasiadamente; pula e corre excessivamente.

Os indivíduos com TDAH tem que ter no mínimo 6 desses sintomas de desatenção e hiperatividade. Geralmente os indivíduos com TDAH, desenvolvem antes dos 7 anos de idade, mas isso pode ser estendido até os 12 anos. Para se pensar em diagnostico é necessário que esses sintomas se desenvolvam em pelo menos 2 locais diferentes, no caso: a escola e a casa.

Obs: Algumas crianças ainda que tenham TDAH, conseguem passar horas em frente ao computador, ao vídeo-game ou á TV. Isso acontece devido ao estimulo, elas acham a atividade prazerosa e conseguem efetuar até o final, mas isso não quer dizer que elas não tenham TDAH.

As crianças que tem TDAH possuem dificuldades em relacionamentos com a família e com os colegas, além de apresentarem um baixo rendimento na escola, devido aos sintomas. Algumas crianças não transparecem o prejuízo visível em suas vidas.

Existem 3 tipos de TDAH: 1º com desatenção dominante e comportamentos hiperativos e impulsivos em menor quantidade, geralmente acomete meninas; 2º com hiperatividade dominante e desatenção reduzida( acomete mais meninos); e 3º combinante onde a desatenção e a hiperatividade estão em níveis iguais. As crianças que tem TDAH possuem uma inteligência normal para sua idade, no entanto precisam se esforçar para manter a atenção e ficarem quietas. Os meninos apresentam uma freqüência maior que as meninas, para terem o transtorno.

Alguns outros problemas de saúde mental como problemas de comportamento, ansiedade e depressão podem estar associados ao TDAH (comorbidade).

O TDAH pode se manter na adolescência ou vida adulta, isso vai variar muito de individuo para individuo. Os sintomas do TDAH variam de acordo com a faixa etária. O diagnostico de TDAH é fundamentalmente clinico, exames neurológicos podem fortalecer o diagnostico baseado na pesquisa de sintomas, alguns testes psicológicos como: Escala de Inteligência Wechler para crianças, podem ajudar no diagnostico clinico, o diagnostico só pode ser dado por um profissional da saúde mental, ou seja, médicos ou psicólogos.

O TDAH deve ser visto muito mais como um transtorno adaptativo, do que como uma doença estática, os sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade colocam essas crianças em desvantagem em ambientes onde é exigido uma permanência na atenção e um controle motor.

As crianças com TDAH, não possuem dificuldade de prestar atenção, elas tem dificuldades em manter a atenção por longos períodos, devido á alguns estímulos ao seu redor, essas crianças não possuem um “freio inibidor”  de estímulos, se distraindo facilmente.

Crianças com TDAH possuem uma região do cérebro com disfunção, essa área é denominada de orbita frontal, responsável pela inibição do comportamento, pela atenção sustentada, pelo autocontrole e pelo planejamento para o futuro. Alguns neurotransmissores como a dopamina e noradrenalina, parecem apresentar deficiências, devido á isso é usado a medicação da Ritalina, remédio que aumenta a dopamina e noradrenalina.

No que diz respeito á hereditariedade, é possível que na carga genética esteja a vulnerabilidade para o transtorno que pode, ou não ser desenvolvido no ambiente, mas não existe na hereditariedade o transtorno do TDAH, percebeu-se que crianças com TDAH, tinham pais que na infância apresentavam comportamento de portadores do transtorno.

É importante que após o conhecimento do transtorno, a família se aposse do conceito e dos sintomas, e procure entender e tirar as dúvidas com os profissionais da saúde sobre o TDAH, para saber como agir na situação. Geralmente a intervenção psicoterápica mais aplicada é da cognitivo-comportamental, mas pode ser feita por outro profissional com uma outra abordagem, á intervenção psicopedagoga também é muito importante para o auxilio dessa criança.

Os remédios usados por essas crianças fazem com que ela melhore em torno de 50% á 70% tanto na atenção quanto no comportamento, melhorando o comportamento de relações sociais com amigos e família. Algumas crianças que possuem sintomas leves, não precisam de remédios, apenas de auxilio psicoterápico. Alguns remédios são usados, como: o metilfenidato ( ritalina), e alguns antidepressivos tricíclicos, eles funcionam como estimulantes, atuando nas áreas cerebrais responsáveis pelo comportamento inibitório, auxiliando no “freio inibitório”, e aumentam os neurotransmissores deficientes. Esses remédios podem trazer alguns efeitos desagradáveis, que são superados com o passar do tempo, e com a regulação de dosagem, esses efeitos são: sono em excesso, ou falta, náuseas, vômitos, tonturas e perca de apetite. Os remédios devem ser usados até um ano, após esse período ele deve ser retirado, e esperar para ver como a criança responde ao ambiente e aos estímulos, caso elas retornem aos comportamentos indesejados, devem voltar a tomar a medicação, outras crianças porem, reagem bem a retida da medicação, possuindo uma melhora sem o remédio.
...X...
Hiperativo e impulsivo................................X........Desatenção